
Vivemos tempos em que parecer é mais valorizado do que ser. A entrevista do médico psiquiatra e autor Roberto Shinyashiki à revista IstoÉ é um sopro de lucidez em meio a uma sociedade sufocada por rótulos, aparências e a busca incessante por aprovação.
Shinyashiki lembra que o verdadeiro sucesso não está em carros importados ou cargos de diretoria, mas em gente simples, que trabalha com dignidade para realizar seus sonhos e cuidar dos seus. “Heróis de verdade são aqueles que pedem desculpas, que assumem seus erros e vivem com autenticidade”, diz ele.
A pressão pelo desempenho perfeito começa cedo. Crianças que mal aprenderam a brincar já estão matriculadas em aulas de inglês, mandarim e programação. Crescem com ansiedade, medo de falhar e um discurso ensaiado. E essa lógica se estende ao mundo corporativo, onde vale mais quem sabe se vender do que quem realmente tem preparo e ética.
“Cuidado com os burros motivados”, alerta Shinyashiki. Gente cheia de entusiasmo, mas sem competência, acaba fazendo estragos. E mais: ele denuncia um mundo onde a autoestima virou máscara. Pessoas que fazem pose de felicidade enquanto escondem solidão, insegurança e arrependimentos.
A solução? Deixar de buscar heróis. Assumir a própria vida, com suas dores e imperfeições. Buscar autenticidade em vez de aplausos. Parar de perseguir sonhos que não são nossos. Como ele afirma: “Felicidade não é uma meta, é um estado de espírito. E ela mora nas coisas simples: tomar um sorvete, brincar com os filhos, caminhar na praia ou rir com amigos”.
Nesta entrevista, mais que críticas, há um convite: voltar ao essencial. Relembrar que somos humanos. E que vale mais a verdade da nossa jornada do que o aplauso de uma plateia vazia.
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