Para pensar .... Reflexão

“Cuidado com os burros motivados”

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A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.

Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?

Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.

O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.

E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.

Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.

Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.

São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?

Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .

Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.

Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.

Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.

É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.

O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.

Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?

Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ — Qual o resultado disso?

Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.

O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.

A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?

Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.

É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.

As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.

Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.

Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ — Há um script estabelecido?

Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”

Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.

Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?

É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:

” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?

Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.

Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.

Há muita gente motivada fazendo besteira.

Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.

Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.

Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.

O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.

Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.

Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.

As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.

E poucos são humildes para confessar que não sabem.

Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.

Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.

O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:

“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.

A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.

Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.

A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).

Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.

O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.

Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.

São três fraquezas.

A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.

Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.

Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.

O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.

São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.

O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe!

Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.

Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.

Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.

Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.

Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:

“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.

Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .

 

Segue link para matéria: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/12528_CUIDADO+COM+OS+BURROS+MOTIVADOS


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499 comentários em ““Cuidado com os burros motivados”

  1. Muito interessante a entrevista. Obrigado por compartilhar.haha

    encontrei seu blog digitando ” a vida é simples” no google. Estava realmente precisando disso.

    Obrigado, pretendo ler mais artigos em..

    Forte Abraço

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  2. se todos lessem esses artigos muitos teriam saúde ,principalmente as mulheres pois carregam a maior carga.vivemos em um mundo de fantasias onde o magico tem que se desdobrar para o impossível,e não para o ilusionismo,que é como vivemos.

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    1. Obrigado pela visita. Realmente a vida tem a mão ” pesada” , mas acredito que temos o habito de complicar coisas que poderiam ser mais simples. Espero que meus textos, minhas experiências ajudem as pessoas m encurte o caminho. Volte sempre!:)

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    2. O artigo é excelente. Sempre pensei de forma pessoal e individual, e por isso fui trocando a substituindo estilo e modo de vida em prol da minha filha. O mais importante para mim é como vivo com a minha família. O dinheiro é importante para sobrevivência, más secundário para felicidade. Más sou obrigado a discordar da Renata que as mulheres levem uma carga maior que os homens. As posições de homens e mulheres vêm se redefinindo com maior intensidade nos últimos 100 anos. Más a sociedade ainda cobra que o homem seja melhor sucedido que a mulher. As mulheres cobram isso dos homens, muitas vezes sem ao menos perceberem. As mulheres têm outros tipos de pressões e ainda sofrem com abusos, falta de respeito, insinuações sexuais por parte de muitos homens no seu dia e uma série de outros problemas. Em uma sociedade totalmente desequilibrada e perdida emocionalmente, homens e mulheres sofrem. Cada um da sua forma. Como disse o sr. Roberto Shinyashiki, acima não existem heróis. Más também creio que não existam os coitados que nossa sociedade tenta criar. Todos sofremos de várias formas.Más todos possuímos pequenas felicidades. Felicidades que alguns enxergam e que uma maioria não percebe. Por isso creio que a diferença de carga do homem e da mulher está muito mais na percepção de cada um, e muito menos nas diferenças reais.

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      1. OLa Giovani,

        Primeiro obrigado pelo comentário e pela visita, em relação as diferenças acho que todos nós sofremos cobranças e muitas vezes somos injustiçados com a carga de pressão exagerada neste mundo moderno.Hoje ainda existe uma diferença entre os sexos, mas também já existe injustiças cometidas por mulheres que abusam do seu cargo. Eu hoje procuro focar na felicidade dentro da realidade existente.

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    1. Discordo Jeferson. Acredito que nossa forma de viver pode mudar sim a qualquer momento, só depende de nós! Se pararmos pra pensar o que realmente eh importante pra gente, podemos dar mais valor a isso. Talvez não da forma e na intensidade que deveriamos dar, mas muito possivelmente não chegaremos à velhice arrependidos de termos vivido uma vida que não nos trazia felicidade. A vida é muito curta, portanto, sejamos felizes, cada um à sua maneira!! 😀

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      1. O RH não é mais o mesmo, acho que infelizmente as vezes temos que aturar esta burrocracia, afinal temos contas a pagar, mas acho que sempre aparece uma oportunidade de pular fora desta sujeira do sistema, eu demorei 14 anos e hoje estou fora desta roda. De qualquer maneira não podemos desanimar. Abs

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  3. Um dia,depois de buscar meu filho em um treinamento para dar certo em entrevistas de emprego(ele ja havia feito um monte e sempre era preterido proum mais mal preparado tecnicamente e não entendia o motivo),ele me explicou todo feliz…”mãe o problema maior é a meritocracia…..vou agora ter que me moldar às competências”…e aí,eu pensei angustiada…..”o que que eu fiz……………………..criei mais um Frankestein

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  4. Acho que estou nesta direção, procuro não ser autoritária e deixo aberta a possibilidade de atitudes dos alunos. Muitas vezes sinto que não é o que eles esperavam e nem o que eles acham “correto”. É meio decepcionante.

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    1. Muitas vezes temos que dar aos alunos o que eles precisam não o que eles querem, acho que a maneira que fazemos isso é o importante. Infelizmente a criação mudou e os valores junto, portanto temos uma mistura muito grande de comportamentos, o que dificulta o ensinamento. Não fique decepcionada, quem ensina não escolheu uma profissão, mas uma missão, e não é fácil, mas no final tenho certeza que será gratificante! Obrigado pela visita!

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  5. É muito difícil quando ele fala das fraquezas. Quem não quer sentir-se amado? Eu acho que essa busca, por si só, não é a fraqueza, mas sim ONDE a gente busca o amor.
    Estou morando na Alemanha já há dois anos e no Instituto que trabalho as pessoas são muito educadas mas não são “amigas”, no sentido que ninguém te convida pra um passeio no final de semana ou jantar em família. Os colegas são parte do trabalho, os amigos da vida pessoal. Não há muito espaço pra mistura, o que de um lado é bom, visto que a relação com colegas e chefe é baseada em coisas objetivas como trabalho, rendimento, etc, e não em conversinhas/fofoca/falácia. Por outro lado construir a vida pessoal, amigos, etc, num país tão diferente é desafiador. Às vezes me sinto tão só no trabalho, mesmo cercada de gente. Sinto falta de calor, de amigos, já que passo mais da metade do meu dia trabalhando. Mas isso também me ajuda a focar no trabalho enquanto estou no Instituto. No Brasil eu passava 10-12 horas “trabalhando”, e aqui eu faço em 4 horas o que antes levava “um dia inteiro”.

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    1. Melina obrigado por compartilhar isso conosco, realmente cada um sabe onde o calo aperta, mas no fundo cada um tem o seu referencial de felicidade, o importante é correr atras. Obrigado pela visita e pelo comentário!

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  6. Ótima postagem. Coincidentemente, há poucos dias assisti a uma palestra na faculdade onde o palestrante ao falar sobre motivação, sucesso, entre outros assuntos recorrentes, “ensinava” o quanto era “importante” ser bem sucedido no emprego, ter casa confortável, carro de luxo, e outras coisas mais. E ainda dava supostas fórmulas para obter o que ele considerava sucesso, numa clara tentativa de impor seu ponto de vista sobre o de qualquer um ali presente. Saí dali revoltado com o que ouvi. Aquele homem não sabe o quanto é bom chegar em casa e, apenas ouvir um bom disco, conversar com um amigo, ler um livro…

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    1. Wegley, uma vez minha avó me disse: ” Caixão não tem gaveta “, acho que não podemos ser irresponsáveis, dinheiro é importante pois traz conforto, mas existem outras coisas importantes, nosso valores não podem se moldar por conta da necessidade financeira. Obrigado pelo mensagem!

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  7. Gostei muito, acho o Roberto (a íntima!) fantástico! Tbm escrevo pelo wordpress, mas minha linha é voltada para o esporte. Se animar – fecmoliveira.wordpress.com . Estou pensando em mudar esse endereço e colocar um mais fácil para buscas. Grande abraço!

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  8. Achei muito interessante, gosto muito de ler, mas ultimamente estou relaxada.
    Artigo muito bom faz a gente refletir . Quando ler algo interessante publique ,pq ai vc ja da mastigadinho pra gente ,hhha…tia vera

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  9. Com certeza da para tirar boas lições de vida com esta entrevista. Parabéns ao entrevistado por mostrar caminhos à felicidade…

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  10. Esse texto me fez lembrar um texto de Dalai Lama, que eu gosto muito.

    “Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
    E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer… e morrem como se nunca tivessem vivido.”

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  11. Por isso sempre estou surfando rs, enquanto outros ficam falando que sou vagabundo…rs isso pq tenho 2 empregos!! Mais não ligo pois minha felicidade está dentro da água!! ALOHA!

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  12. Engraçado, participei de uma seleção do banto Itaú e fui desclassificada por que me perguntaram o meu defeito e eu disse que tinha que ser melhor na minha organização… rs, mas sei que era uma das candidatas mais preparadas para o cargo, hoje resolvi abrir uma empresa e parar de viver a hipocrisia corporativa, e sou muuuuuuuuuuuuuuuuito feliz e realizada. Obrigada Itaú!

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  13. Muito bom, tenho vontade que todos à minha volta leiam e apreendam esse conteúdo! Fico aliviada e feliz em saber que tudo que eu sempre acreditei não é loucura da minha cabeça!! A vida é muito simples, a gente é que complica!!! Obrigada!!!

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  14. Uma incrível coincidência ler sobre o mesmo assunto no mesmo dia. Hoje de manhã li uma resenha da letra de uma música da banda canadense Rush. Nobody`s Hero. “Pessoas comuns podem ser heroicas. Eu acredito no heroísmo cotidiano.” Diz o baterista Neil Peart.

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    1. Boa Fernando! As vezes as pessoas não olham a sua volta , as vezes a atitude do dia a dia é a mais importante para criar uma consciência maior. Não conseguimos mudar o macro em muitas vezes, mas na nossa casa, na nossa familia ou trabalho podemos dar o exemplo.

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  15. Quando voce lê um bom artigo, voce pode chegar a duas conclusões.
    Ou voce aprende com a leitura,
    Ou voce vê, que está no caminho certo.
    Muito bom artigo.

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  16. Muito bom texto. Acredito que as coisas não acontecem por acaso. Traçamos nosso próprio caminho. Embora não sejamos imunes aos acidentes durante o percurso, temos que aprender a enxergar os resultados do cotidiano com otimismo e orgulho, sem nos deixar minimizar ou abater por resultados inesperados. Sem cobranças e sem decepções.

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  17. Obrigada por partilhar, …Tropeços, doenças e até mortes cruzaram meus caminhos desde sempre…Só que a minha mania de ser feliz, faz com que eu não desista nunca, Se chorei ou se sorri não importa, o que importa é que emoções eu vivi…(Roberto Carlos). Meus versos lavam minha alma e me dão coragem para seguir em frente… se puder e tiver um tempo me leia…
    http://www.a-vida-em-versos.blogspot.com

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  18. O texto é de um significado muito importante porque identifica e traduz, com a simplicidade e clareza próprias desse filósofo-escritor, as angústias e desespero de uma sociedade sem reais valores, que perdeu os paradigmas de família, religião, solidariedade e de que fomos colocados nesse mundo maravilhoso apenas para sermos felizes.

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    1. Reinaldo , inveja é uma m…., mas não podemos deixar nos contaminar. Olhe sempre para a frente sempre, ninguém tira o cheque para pagar nossas contas , corre atras do que é seu, quem quiser que pegue a sua onda!

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  19. Simplesmente fantástico !!!
    Viver de aparência, não trará felicidade a ninguém!!!
    Valorizar pessoas soberbas, falsas e mentirosas Tb não!!! Mto pelo contrário … Só daremos forças a quem não tem humildade e mtas vezes por pessoas que não passaram por um terço que já passamos….
    Isso se chama ” conveniência”
    Falta caráter nas pessoas msm…
    Triste realidade…. 😥

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    1. Bom comentário Roberta! Quanto nos sintonizamos com uma energia boa e pensamentos construtivos pode ter certeza que atrairá isto também, a falta de humildade ou a hipocrisia passarão longe disso. Caráter e valores estão escassos hoje em dia.

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  20. Sou professor/educador e há anos falei em sala de aula que estamos na era do parecer. Falta essência. Estamos preocupados com a embalagem (aparência) e esquecemos do conteúdo (o Eu).

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    1. Aquino, costumo falar que estamos na era do “ter”, não do “ser”, estamos vivendo da embalagem, das aparências. Mas acredito que isso será passageiro, as pessoas estão sentindo falta de conteúdo.

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  21. Adorei a entrevista! É a mais pura verdade! Percebo isso no meu dia a dia, pois sou uma pessoa simples e verdadeira, sem ser grossa ou mau educada… Ou seja, considero sempre o bom senso… Mas quando sou sincera, muitas vezes as pessoas acham que estou mentindo, pois estão acostumadas com isso… Meu marido escreveu um livro sobre sua experiência nas multinacionais chamado: “Jovem Cuidado: Dicas que te ajudarão a sobreviver na Selva Coorporativa”. São 45 simples passos a serem seguidos pra se alcançar o sucesso. Como ele já fez algumas palestras, ele escuta muitas pessoas sem rumo na vida, exatamente como está descrito na entrevista acima… Pessoas inseguras e achando que sabem tudo… Seria tão bom se todos tivessem uma visão simples da vida, pois muitas passam a vida atrás de uma felicidade irreal, quando a verdadeira felicidade está bem diante dos olhos, mas não enxergam, pois estão ocupadas procurando algo que não existe… Parabéns pelo artigo!

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  22. Eu ja smp fui a Fä numero um dele, depois desta entrevista fiquei mais ainda.
    muitissimo obrigado por publicar, seriam mt bom que muitas gente lesse,entedesse e praticar.eu smp eio seus livros e procuro aprender da liçäo de vida que ele nos da . e smp tive bons resultados.

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  23. …peraí, a ISTOÉ publicou, entrevistou, fez a pauta…e vc copiou e colou no seu blog sem nem colocar o link pra matéria original? A revista ISTOÉ paga aos entrevistados ou aos jornalistas porque recebe dinheiro de publicidade de lugares como o site, quando um esperto “rouba” a matéria e usa pra ganhar visualizações no seu próprio site, a revista está perdendo acessos e o jornalista que fez a matéria – excelente, aliás – não está nem tendo o crédito que merece e nem está sendo motivado a fazer mais coisas parecidas.

    Péssimo seu ato! Péssimo!

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    1. Paulo primeiro gostaria de me desculpar se não identifiquei o suficiente, não faço isso para ganhar views, se você der uma volta pelo site verá a diversidade de matérias, próprias e com outras de revistas ou sites. Por falta de conhecimento mesmo não fiz da maneira correta, de qualquer maneira já consertei isso e acrescentei o link que também se encontra abaixo.

      http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/12528_CUIDADO+COM+OS+BURROS+MOTIVADOS

      Qualquer dúvida ou se tiver outra sugestão ficarei feliz em dar uma olhada, as views são consequência.

      Abs

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    2. Paulo, acho uma enorme besteira o que tu está dizendo. Se este blog, ou outros não postassem as matérias escritas por isto é ou outras revistas e livros, a grande maioria das pessoas nem ao menos saberia que esta matéria existe. Foi com gente quebrando interesses econômicos que a humanidade difundiu o conhecimento. Isto aqui não atrapalha em nada a Isto É. Muito pelo contrário, ajuda a muita gente a ler matérias feitas pela revista, e até a valorizar o que eles fazem. Agora é evidente que a revista impressa caiu em vendas depois do crescimento da internet. Não sou do blog, más defendo pessoas que se interessam em fazer algo pelos outros. O pouquinho que cada um faz, tem enorme importância.

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      1. Obrigado Giovani, acho que o Paulo ficou indignado pois tem realmente gente que não tem conteúdo ou não produz conteúdo e fica copiando somente sites e se analisarmos nem ler o artigo e fazer uma resenha ele fez. Eu pequei em explicitar melhor a fonte, embora as palavras roupar e esperto não me identifiquem.

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  24. Todos nós sabemos, mas preferimos deixar que a imagem refletida continue respondendo a todas as perguntas da nossa sociedade… É mais fácil mostrar um sorriso onde será retribuído com outro do que estampar a insatisfação e ser bombardeado por questionamentos….
    Por isso os casamentos fracassados, as depressões e frustações profissionais, pessoais…. Concordo plenamente com Shinyashiki que no Brasil falta competência, achei perfeito! Estamos condicionados a ter e a conquistar a qualquer custo, sem preocupar em realmente saber, fazer e acreditar ….
    Acredito, que falta principalmente a coragem para buscar a felicidade… Vivemos na busca do desespero pelo inútil e esquecemos de sentir e viver os simples momentos de estarmos com pessoas que amamos ou rir com os amigos ou até mesmo das falhas dos erros ….
    Felicidade… Felicidade…. rsrsrsrsr eu tenho desejos e sonhos que estão longe de ser alcançados… Fico pensando, será que vou conseguir? Estou caminhando e buscando, mas, não deixo de fazer piadas, de rir…Claro, que choro, fico mal-humorada, grito…. Uma hora dá certo!

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  25. A vida se resume em viver buscando o bem, se for de outro jeito fica difícil, os tesouros que a traça e o pó corroem não levam à felicidade, mas os criados no coração fazem a diferença. Nada melhor que ser bem recebido em qualquer lugar apenas por ser o que se é, se pensarmos em ter mais que o necessário incorremos num erro existencial difícil de ser corrigir.

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  26. …nas proprias pregações estão escondidas doutrinas, pode ser opnioes opostas, bem fundamentadas mais nao deixam de ser uma intenção de doutrina…as palavras que fazem sentido para mim de verdade são aquleas que não são ditas nem escritas, quem me ensina de verdade são atitudes que eu presencio e os sons da naturesa, que fala o tempo todo mas ninguem a escuta..um abs

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  27. A entrevista fala a verdade, de como o as pessoas são e como poderia ser mais felizes se pensassem mais na sua sua felicidade do que querer imprecionar a plateia.
    Adorei…

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